Um garibus !

Eu me perguntei o que ele fazia na rua numa hora tão tardia. Eu disse a mim mesmo que uma criança de cinco anos paralisado de cansaço e frio, à noite, na rua, me pedindo, com uma voz sonolenta, uma moéda ...é  sinal de um terrível abandono!

Faz muitos anos que eu tento compreender a maneira como nós vemos  e tratamos os Garibus, no cotidiano. Eu tenho a impressão que, aqui,  é a nossa humanidade que está em jogo.

Com efeito, como qualificar uma sociedade que é indiferente, ou  pior, cumplice ativa de uma marginalização tão cruel destas crianças? - Sim, eu creio bem,  que isso reflete a nossa humanidade. (depende da nossa humanidade).

Mamadou