Crianças, em sua maioria, na idade pré-escolar, são expostas a todo tipo de perigo, em um mundo onde a busca desenfreada por ganho fácil  tem dominado o bom senso. Pratica religiosa ou instinto de sobrevivência, a mendicância das crianças garibus, tomou um rumo que não deixa ninguém indiferente.

Eu gostaria de relatar, o emprego de tempo de um garibous

Entrevista com um garibu.

C. E: -   Qual é o teu nome? -  

Garibu - Hamadou

C.E -       De onde você vem? 

Garibu - Eu venho de Mangodara (vila situada ao Suldeste de Burkina, perto da fronteira de Costa do Marfim, a 260 km de Bobo-Dioulasso).

C.E -       O que você faz aqui?  

Garibu -  Foi meu Pai quem  me enviou aqui.

C.E - Como você emprega o teu tempo?

Garibu -

Ø  5:00hs  às   11:00hs : Trabalho

Ø  11:00hs às  14:00hs:  nós mendigamos e procuramos o que comer.

Ø  14:00hs às  16:00hs:  nós aprendemos o alcorão

Ø  16:00hs ás  18:00hs:  nós mendigamos

C.E  -     Quanto  você deve trazer ? O que o marabu te fará se você não trazer?

Garibu - Por dia, cada  um de nós , deve trazer no mínimo 300 francos (R$ 1.36), se não o marabu nos bate.

C.E – Onde você habita?

Garibu -  Nós moramos em Sarfalao, um bairro da cidade de Bobo-Dioulasso.

C.E - O que você come? –

Garibu - a maior parte do tempo nós mendigamos a comida

 

A presença destes milhares de pequenos garibus nos cantos das ruas das nossas cidades, explorados e abusados, por estes que se dizem líderes religiosos, vem nos lembrar que o direito a infância e a educação continua sendo um dos nossos grandes desafios que o nosso país ainda deve superar.