
São 22 :00hs e as ruas de Bobo-Dioulasso estão começando a se esvaziar do seus inúmeros transeutes e comerciantes.
Eu me encontro no centro da cidade tentando comprar pão numa padaria, quando uma mão, ainda pequena devido a sua tenra idade, mas cuja a vida de medicância a fez calosa; uma mão cinza, suja e seca, sustentada por um magro braço coberto com uma pele agredida pelo frio e os ultimos sopros do Harmattan (vento seco que sopra no inverno, tranzendo consigo a areia do Sahara para as nossas portas). No final destes braços, surge nos ombros, o que resta de uma camiseta, cuja gola se alarga sobre um pequeno tórax com costelas expostas. A criança, com pés desnudos, que me interpela, neste momento, nem tem mais ânimo de repetir o seu refrão, ela se contenta de um “Allah Garibu” para pedir sua esmola.













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